Nas empresas, comparamos os currículos dos candidatos, mais as dinâmicas de grupo e, finalmente, as entrevistas antes de contratar um colaborador.
Analogamente, na eleição os eleitores deveriam fazer o mesmo: avaliarem os currículos dos candidatos, as suas participações nos debates e as suas propostas para o país no horário eleitoral, na internet, materiais impressos, etc.
Em um país o Presidente e seu partido são extremamente hábeis em manipular a massa sem educação - senso crítico - os eleitores dificilmente fariam comparações e/ou avaliações críticas por iniciativa própria.
Os eleitores terão que ser provocados !
Por enquanto somente Lula os provocou, saindo em defesa contundente da sua candidata fabricada, que não consegue contenar as idéias - é que não são idéias dela...
A oposição precisa se mostrar como oposição. Adotar um posicionamento contundente, agressivo, tal como as campanhas publicitárias nos EUA, em que os consumidores são provocados a comparar, são expostos aos resuldados a resultados !
A oposição tem que "ir para cima" com toda a munição que tiver disponível.
Por que a oposição não compara as evoluções conseguidas pelo governo do PSDB (Fernando Enrique), cujo o único mérito do atual governo foi dar continuidade, com as mazelas, a corrupção, o aumento dos gastos públicos e as maquiagens contábeis que estão sendo utilizadas na Fazenda para esconder ?
A Dilma citou o pagamento da dívida externa como a real independência do Brasil, quando na verdade foi uma jogada que agradou especialmente ao Bradesco e Itaú, já que a dívida interna tem um custo (SELIC) muito mais alto do que a dívida externa.
Depois que a oposição vascilou não propondo o impeachment de Lula no escândalo do Mensalão, a situação foi ficando mais complicada
Somam-se a favor do Presidente:
- A massa de beneficiados pelos programas assistencialistas;
- As claques custeadas pelos sindicatos, que nunca receberam tanto $ em repasses diretos e através de ONG´s;
- A "Tropa de Choque" dos aliados - Sarney, Collor e outros dinossauros a pior política brasileira;
- O descaso com as leis e as instituições - tratados pela oposição sem muita contundência - não há um procurador como aquele Luis Francisco que, durante o governo de FHC aparecia um dia sim outro não com denúncias, a maior parte infundadas;
- Um Judiário aparentemente ajoelhado ao Executivo, somente buscando benefícios próprios, sem compromisso com o País - Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por 6 a 1, arquivaram na noite de hoje (8) o direito de resposta pedido pela Coligação de Dilma (PT) contra o programa de Serra (PSDB);
- E tantos outros fatores...
A oposição está por conta própria - tem que brigar tem que ser oposição - o PT se lambusou com mel, aparelhou o Estado e não vai se entregar facilmente - terão que sangrar para se entregar.
Wednesday, September 08, 2010
Monday, June 14, 2010
"Vitória" faz Dilma Rousseff improvisar e encerrar discurso antes do tempo
Será que a Dilma levará o Lula para os debates ?
Dilma Rousseff teve seu primeiro discurso como candidata oficial do PT à Presidência da República encerrado antes de terminar o texto preparado pela assessoria da campanha na íntegra. A ex-ministra assumiu o microfone depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deixou claro que houve pouca ou nenhuma evolução em improvisar e empolgar uma plateia desde o 4º Congresso do partido, em fevereiro, fato que preocupa petistas ligados à campanha.

Petistas acompanham o discurso da candidata do PT à Presidencia. Foto: Celso Júnior/AE
A candidata leu o todo o texto do teleprompter de forma monocórdica, e toda vez em que começava a abordar um tópico, abusava do slogan “Para o Brasil seguir mudando”. Eram 16 repetições na íntegra distribuída à imprensa.
Quando se preparava para finalizar sua participação, Dilma repetiu uma história contada em outros eventos, sobre quando conheceu uma menina cuja mãe se aproximou dela em um aeroporto e falou: “Eu trouxe minha filha aqui pra que você diga a ela que mulher pode”. “Eu perguntei para a guria: ‘mulher pode o quê?’. E ela: ’ser presidente’. Eu disse: ‘pode sim, não tenha dúvida que pode’. Sabem como é o nome desta menininha? Vitória!”.
A platéia começou a aplaudir e interrompeu Dilma. Ela perdeu o ritmo do teleprompter e teve de ler a partir da metade de um parágrafo. Ela se confundiu novamente e então disse: “Assim como Lula, estas…construiu essa certeza, essas pequenas Vitórias e Marias. Também possam responder, quando perguntadas o que vão ser quando crescer; que elas possam responder, como fazem os meninos: ‘Eu quero ser presidente do Brasil!’”.

Computador mostra frases prontas para o teleprompter de Dilma. Foto: Rodrigo Alvares/Estadão.com.br
Ao terminar essa frase, a organização evitou que Dilma se atrapalhasse mais e logo depois soltou o jingle da campanha e uma chuva de papel picado tomou conta do encontro. O fim do texto serviria para estabelecer o slogan como um contraponto ao slogan “O Brasil pode mais” de José Serra no Congresso do PSDB, no início de abril.
Leia aqui o trecho que faltou e assista o vídeo amanhã na TV Estadão.
Siga a editoria de Política do estadão.com.br no Twitter
Tags: Brasília, Dilma, eleições2010, PT
Estadão.com.br
Por Rodrigo Alvares ENVIADO ESPECIAL / BRASÍLIA
Seção: Eleições
13.junho.2010 18:58:52
Íntegra: http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2010/06/13/vitoria-faz-dilma-rousseff-improvisar-e-encerra-discurso-antes-do-tempo/
Dilma Rousseff teve seu primeiro discurso como candidata oficial do PT à Presidência da República encerrado antes de terminar o texto preparado pela assessoria da campanha na íntegra. A ex-ministra assumiu o microfone depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deixou claro que houve pouca ou nenhuma evolução em improvisar e empolgar uma plateia desde o 4º Congresso do partido, em fevereiro, fato que preocupa petistas ligados à campanha.

Petistas acompanham o discurso da candidata do PT à Presidencia. Foto: Celso Júnior/AE
A candidata leu o todo o texto do teleprompter de forma monocórdica, e toda vez em que começava a abordar um tópico, abusava do slogan “Para o Brasil seguir mudando”. Eram 16 repetições na íntegra distribuída à imprensa.
Quando se preparava para finalizar sua participação, Dilma repetiu uma história contada em outros eventos, sobre quando conheceu uma menina cuja mãe se aproximou dela em um aeroporto e falou: “Eu trouxe minha filha aqui pra que você diga a ela que mulher pode”. “Eu perguntei para a guria: ‘mulher pode o quê?’. E ela: ’ser presidente’. Eu disse: ‘pode sim, não tenha dúvida que pode’. Sabem como é o nome desta menininha? Vitória!”.
A platéia começou a aplaudir e interrompeu Dilma. Ela perdeu o ritmo do teleprompter e teve de ler a partir da metade de um parágrafo. Ela se confundiu novamente e então disse: “Assim como Lula, estas…construiu essa certeza, essas pequenas Vitórias e Marias. Também possam responder, quando perguntadas o que vão ser quando crescer; que elas possam responder, como fazem os meninos: ‘Eu quero ser presidente do Brasil!’”.

Computador mostra frases prontas para o teleprompter de Dilma. Foto: Rodrigo Alvares/Estadão.com.br
Ao terminar essa frase, a organização evitou que Dilma se atrapalhasse mais e logo depois soltou o jingle da campanha e uma chuva de papel picado tomou conta do encontro. O fim do texto serviria para estabelecer o slogan como um contraponto ao slogan “O Brasil pode mais” de José Serra no Congresso do PSDB, no início de abril.
Leia aqui o trecho que faltou e assista o vídeo amanhã na TV Estadão.
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Por Rodrigo Alvares ENVIADO ESPECIAL / BRASÍLIA
Seção: Eleições
13.junho.2010 18:58:52
Íntegra: http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2010/06/13/vitoria-faz-dilma-rousseff-improvisar-e-encerra-discurso-antes-do-tempo/
Tuesday, December 08, 2009
AINDA TOMAREMOS UM CAFÉ JUNTOS
Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golf.
Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim.

O professor então pegou uma caixa de bolas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.
Em seguida, pegou uma caixa de areia e esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.
O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia. Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:
'Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas.
As bolas de golf são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos. São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade.
As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc.
A areia representa todos as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golf e para as de gude.
O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes.
Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade.
Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam nele, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito...
Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golf em primeiro lugar.
O resto é apenas areia.'
Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café.
O professor respondeu:
" Que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo "
Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim.

O professor então pegou uma caixa de bolas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.
Em seguida, pegou uma caixa de areia e esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.
O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia. Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:
'Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas.
As bolas de golf são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos. São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade.
As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc.
A areia representa todos as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golf e para as de gude.
O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes.
Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade.
Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam nele, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito...
Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golf em primeiro lugar.
O resto é apenas areia.'
Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café.
O professor respondeu:
" Que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo "
Thursday, November 26, 2009
Quem paga a Conta da Redução do IPI
Enquanto a fúria arrecadatória da Receita Federal volta-se para o imposto de renda sobre as pessoas físicas assalariadas, com notícias diárias sobre o recrudescimento da fiscalização,o governo anuncia mais um pacote de bondades para beneficiar os empresários - pessoas que ganham acima de R$1,3k pagam, no mínimo, 15% de IR, mais todos os outros impostos embutidos nos custos dos produtos que consomem, mais IPTU, IPVA...
A medida irritou governadores e prefeitos. "É o velho hábito de fazer caridade com o chapéu alheio. Por que o governo, em vez de desonerar a receita compartilhada (IPI e IR), não faz isso com contribuições que só ele arrecada, como a Cofins, que pega toda a cadeia produtiva?", indagou o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski.
AE - Agencia Estado
Minha bizavó já dizia: quem pode mais chora menos...
O fato é que, já há algum tempo, a classe média brasileira - notadamente composta por assaliados - não tem quem a defenda e o Lula pretende empurrá-le de vez para baixo.
Parece que o única voz que resta à classe média é o soberano VOTO.
Sou anti-Lula e Anti-PT, mas tenho que confessar que sinto saudades do tempo em o Lula saía naqueles caminhões dos sindicatos gritando palavras de ordem contra os - segundo ele naquela época - privilegiados empresários.
Temos que ter cuidado com este Lula e o PT, pois o Brasil atual sobrevive de políticas assistencialistas para os pobres e bondades para os empresários.
Mas este momento é emblemático.
1) O Lula convocou, por decreto, a Conferencia Nacional da Comunicação (CONFECOM), e rapidamente suas claques saíram na ofensiva ao que estão chamando de "Oligopólios da Comunicação" que, segundo eles, são prejudiciais ao povo, pois escondem a verdade. o perigo é que a principal ferramenta para defender o povo seria um tal de "Conselho de Regulamentação da Comunicação" - CENSURA !
2) Ao mesmo tempo, o governo Lula anuncia e prorroga medidas para salvar os monopólios do cimento (Votantim) e do aço para construção (Gerdau).
Em que Brasil viverão nossos filhos se eles não forem pobres ou empresários ? !
A medida irritou governadores e prefeitos. "É o velho hábito de fazer caridade com o chapéu alheio. Por que o governo, em vez de desonerar a receita compartilhada (IPI e IR), não faz isso com contribuições que só ele arrecada, como a Cofins, que pega toda a cadeia produtiva?", indagou o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski.
AE - Agencia Estado
Minha bizavó já dizia: quem pode mais chora menos...
O fato é que, já há algum tempo, a classe média brasileira - notadamente composta por assaliados - não tem quem a defenda e o Lula pretende empurrá-le de vez para baixo.
Parece que o única voz que resta à classe média é o soberano VOTO.
Sou anti-Lula e Anti-PT, mas tenho que confessar que sinto saudades do tempo em o Lula saía naqueles caminhões dos sindicatos gritando palavras de ordem contra os - segundo ele naquela época - privilegiados empresários.
Temos que ter cuidado com este Lula e o PT, pois o Brasil atual sobrevive de políticas assistencialistas para os pobres e bondades para os empresários.
Mas este momento é emblemático.
1) O Lula convocou, por decreto, a Conferencia Nacional da Comunicação (CONFECOM), e rapidamente suas claques saíram na ofensiva ao que estão chamando de "Oligopólios da Comunicação" que, segundo eles, são prejudiciais ao povo, pois escondem a verdade. o perigo é que a principal ferramenta para defender o povo seria um tal de "Conselho de Regulamentação da Comunicação" - CENSURA !
2) Ao mesmo tempo, o governo Lula anuncia e prorroga medidas para salvar os monopólios do cimento (Votantim) e do aço para construção (Gerdau).
Em que Brasil viverão nossos filhos se eles não forem pobres ou empresários ? !
Wednesday, November 25, 2009
Os riscos da Conferência da Comunicação
Como já salientamos, neste mesmo espaço, não há nada de errado com a convocação, pelo presidente da República, da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). A iniciativa foi oportuna, tanto pelo tema - a regulamentação dos meios de comunicação no Brasil - como pelo método. Conferências nesses moldes partem de pequenas reuniões municipais e culminam em encontros que congregam delegados eleitos em todas as regiões do País. Esse tipo de conferência não pode - nem deve - substituir as instituições da democracia representativa, mas serve para arejar a administração pública.
Há tempos, o Estado critica as distorções antidemocráticas geradas pela presença dos monopólios - mais de fato que de direito - e dos oligopólios na TV e na radiodifusão. Portanto, se a conferência preparar o caminho para que esses anacronismos sejam corrigidos, tanto melhor.
O cenário que vai se desenhando, porém, está longe de ser promissor. Conferências desse tipo trazem, no seu bojo, riscos nada desprezíveis. O mais evidente é o de que sejam capturadas pelos chamados "movimentos sociais" ou pelos "setores organizados da sociedade civil". Articulados em grupos de interesse bem ensaiados, esses "setores organizados" - frequentemente manipulados pelo governo - intimidam as participações individuais, isolam as minorias e transformam tudo num palanque para a repetição de meia dúzia de palavras de ordem. Quando enveredam por esse caminho, essas conferências redundam em espetáculos grosseiros ou patéticos - mas sempre inócuos.
Esse risco está presente na Confecom. Já despontam algumas "teses" mal costuradas, bem típicas, aliás, que vão do esquerdismo mais fora de moda ao fascismo mais grotesco. Em comum, essas teses conclamam o Estado a, aberta ou veladamente, decidir que notícias - ou programas - devem ou não devem ser veiculadas por uma emissora de rádio ou de TV - prática comum nos regimes totalitários, mas inadmissível no mundo democrático. Infelizmente existem militantes profissionais dos "movimentos sociais" que ainda não entenderam uma obviedade da civilização: nenhuma autoridade estatal recebe mandato ou delegação para ditar o que a sociedade vê, ouve, enuncia ou debate. E os que marcham contra a liberdade de imprensa, pedindo mais censura, violentam a cultura democrática.
Qualquer clamor autoritário é inadmissível quando se trata de regulamentar a comunicação social. Nessa matéria, tudo há que tender para maior liberdade. Mesmo quando se atacam os monopólios e os oligopólios, é disso que se trata: eles são nefastos porque atentam contra a liberdade de iniciativa, uma vez que sufocam a livre concorrência, e contra a liberdade de imprensa, uma vez que limitam a diversidade de vozes. Ao Estado cabe apenas zelar pela vigência do regime que preserva a liberdade. Quem promove a diversidade de vozes não é o Estado - é a sociedade.
Entre nós, o Estado poderia fazer mais se desistisse de vez dos ímpetos controladores nos quais ainda tem incidido. Veja-se, por exemplo, a sem-cerimônia com que o Executivo e o Legislativo tentam instrumentalizar as emissoras públicas sob sua esfera de influência, ou a agressividade com que alguns juízes praticam a censura prévia judicial.
Com essa concepção de Estado ainda presente, não é de se descartar um risco - na verdade, uma ameaça bem real - ainda mais preocupante no céu carregado da Confecom: a de que a conferência seja manipulada por setores governamentais que, cooptando os "movimentos sociais organizados", procurem perpetrar investidas contra o setor privado - como vem acontecendo em tantos países deste continente.
Se souber se proteger desses riscos, a Confecom poderá mostrar aos legisladores e ao País as razões pelas quais devemos evoluir para um sistema de comunicação social que efetivamente limite o oligopólio, o monopólio e a propriedade cruzada - tal como acontece há décadas nas democracias mais longevas -, e que bloqueie essa nova disfunção que vem se agigantando recentemente no Brasil, qual seja, a transfusão ilegal de recursos de igrejas para redes de televisão e rádio. São mudanças indispensáveis para o aprimoramento econômico e político do País. Aos tropeções, a Confecom vem tentando pautá-las. Se tiver maturidade, poderá ajudar os brasileiros a alcançá-las.
Editorial do Jornal O Estado de São Paulo
Domingo, 22 de Novembro de 2009.
Há tempos, o Estado critica as distorções antidemocráticas geradas pela presença dos monopólios - mais de fato que de direito - e dos oligopólios na TV e na radiodifusão. Portanto, se a conferência preparar o caminho para que esses anacronismos sejam corrigidos, tanto melhor.
O cenário que vai se desenhando, porém, está longe de ser promissor. Conferências desse tipo trazem, no seu bojo, riscos nada desprezíveis. O mais evidente é o de que sejam capturadas pelos chamados "movimentos sociais" ou pelos "setores organizados da sociedade civil". Articulados em grupos de interesse bem ensaiados, esses "setores organizados" - frequentemente manipulados pelo governo - intimidam as participações individuais, isolam as minorias e transformam tudo num palanque para a repetição de meia dúzia de palavras de ordem. Quando enveredam por esse caminho, essas conferências redundam em espetáculos grosseiros ou patéticos - mas sempre inócuos.
Esse risco está presente na Confecom. Já despontam algumas "teses" mal costuradas, bem típicas, aliás, que vão do esquerdismo mais fora de moda ao fascismo mais grotesco. Em comum, essas teses conclamam o Estado a, aberta ou veladamente, decidir que notícias - ou programas - devem ou não devem ser veiculadas por uma emissora de rádio ou de TV - prática comum nos regimes totalitários, mas inadmissível no mundo democrático. Infelizmente existem militantes profissionais dos "movimentos sociais" que ainda não entenderam uma obviedade da civilização: nenhuma autoridade estatal recebe mandato ou delegação para ditar o que a sociedade vê, ouve, enuncia ou debate. E os que marcham contra a liberdade de imprensa, pedindo mais censura, violentam a cultura democrática.
Qualquer clamor autoritário é inadmissível quando se trata de regulamentar a comunicação social. Nessa matéria, tudo há que tender para maior liberdade. Mesmo quando se atacam os monopólios e os oligopólios, é disso que se trata: eles são nefastos porque atentam contra a liberdade de iniciativa, uma vez que sufocam a livre concorrência, e contra a liberdade de imprensa, uma vez que limitam a diversidade de vozes. Ao Estado cabe apenas zelar pela vigência do regime que preserva a liberdade. Quem promove a diversidade de vozes não é o Estado - é a sociedade.
Entre nós, o Estado poderia fazer mais se desistisse de vez dos ímpetos controladores nos quais ainda tem incidido. Veja-se, por exemplo, a sem-cerimônia com que o Executivo e o Legislativo tentam instrumentalizar as emissoras públicas sob sua esfera de influência, ou a agressividade com que alguns juízes praticam a censura prévia judicial.
Com essa concepção de Estado ainda presente, não é de se descartar um risco - na verdade, uma ameaça bem real - ainda mais preocupante no céu carregado da Confecom: a de que a conferência seja manipulada por setores governamentais que, cooptando os "movimentos sociais organizados", procurem perpetrar investidas contra o setor privado - como vem acontecendo em tantos países deste continente.
Se souber se proteger desses riscos, a Confecom poderá mostrar aos legisladores e ao País as razões pelas quais devemos evoluir para um sistema de comunicação social que efetivamente limite o oligopólio, o monopólio e a propriedade cruzada - tal como acontece há décadas nas democracias mais longevas -, e que bloqueie essa nova disfunção que vem se agigantando recentemente no Brasil, qual seja, a transfusão ilegal de recursos de igrejas para redes de televisão e rádio. São mudanças indispensáveis para o aprimoramento econômico e político do País. Aos tropeções, a Confecom vem tentando pautá-las. Se tiver maturidade, poderá ajudar os brasileiros a alcançá-las.
Editorial do Jornal O Estado de São Paulo
Domingo, 22 de Novembro de 2009.
Monday, November 23, 2009
QUANTOS PETISTAS SÃO NECESSÁRIOS PARA SE TROCAR UMA LÂMPADA NO PALÁCIO DO PLANALTO ?
Um pouco de humor no blog...
Resposta: Uns quatrocentos e oitenta e, isso, chutando por baixo.
Primeiro, eles vão nomear uma comissão para saber qual o companheiro vai subir na escada.
Depois, vão nomear uma sub-comissão que vai avaliar a necessidade da troca da lâmpada.
Em seguida, deverão convocar os movimentos sociais e perguntar ao Frei Betto, ao Stédile e ao Evo Morales se a lâmpada pode ser trocada sem que se macule a soberania nacional.
Hugo Chávez dirá que a questão da lâmpada é secundária, porque ele é a verdadeira luz do continente bolivariano e iluminará a redenção dos oprimidos.
Depois, uns cem companheiros farão discurso a favor da Escadobrás, empresa que deverá monopolizar a fabricação de escadas de alumínio sem a interferência das empresas neoliberais.
A Petrobras financiará a "capacitação de mão-de-obra" (tão em voga atualmente) injetando 200 milhões de reais na ONG Viva Lâmpada, pertencente a um deputado petista.
Enquanto isso, um grupo de cinqüenta militantes do PT, muitos pagos pelos cofres públicos (embora justiça seja feita, o partido não saiba a diferença entre o público e o privado), estará de prontidão para porrar qualquer jornalista da Veja, da Globo e da Folha, que desejar noticiar a lentidão da troca de uma simples lâmpada do gabinete do presidente.
A Carta Capital publicará uma reportagem afirmando que a queima da lâmpada é um complô da mídia e do PSDB para sabotar o governo.
Magda Sader escreverá um manifesto cheio de erros de português defendendo a lâmpada socialista, no que será seguido por Chico Buarque e Veríssimo que afirmarão que lâmpada boa mesmo é a cubana, apesar de nunca terem usado uma.
Helio Fernandes defenderá uma auditoria para se verificar quantas lâmpadas americanas foram compradas no Brasil desde a invenção da eletricidade, e colocará a culpa em George W. Bush.
O presidente da República não estará muito preocupado, pois estará inaugurando uma pinguela em San Juan del Carajo, em algum departamento obscuro da Bolívia, concluída com dinheiro do BNDES, e continuará seu discurso dizendo que "nunca antes neste país, se viu tanta mobilização do povo para se trocar uma simples lâmpada".
Concluirá dizendo que as elites o criticam por causa de uma lâmpada porque nunca sentiram na pele o que é viver numa casa de pau-a-pique sem energia elétrica, como foi o caso de nosso Grande Timoneiro.
Tarso Genro dirá que o país precisa garantir a governabilidade e a luminosidade da lâmpada. Marco Aurélio Garcia, depois de voltar pela sexta vez de Paris, onde estava descansando dos desatinos da elite brasileira, dirá que a "imprensa que cuide da imprensa, pois o PT trocará a lâmpada antes do fim do segundo mandato".
Para concluir, o presidente inaugurará uma agência de aluguel de carroças em Bela Cruz do Cariré, no alto Pindaíba, num distante estado brasileiro, e dirá que o país crescerá 118%.
Setores do Governo farão de tudo para essa previsão se concretizar. Afinal, com um crescimento desse tamanho haverá outro apagão e a questão da lâmpada não vai virar outra CPI no Congresso.
Resposta: Uns quatrocentos e oitenta e, isso, chutando por baixo.
Primeiro, eles vão nomear uma comissão para saber qual o companheiro vai subir na escada.
Depois, vão nomear uma sub-comissão que vai avaliar a necessidade da troca da lâmpada.
Em seguida, deverão convocar os movimentos sociais e perguntar ao Frei Betto, ao Stédile e ao Evo Morales se a lâmpada pode ser trocada sem que se macule a soberania nacional.
Hugo Chávez dirá que a questão da lâmpada é secundária, porque ele é a verdadeira luz do continente bolivariano e iluminará a redenção dos oprimidos.
Depois, uns cem companheiros farão discurso a favor da Escadobrás, empresa que deverá monopolizar a fabricação de escadas de alumínio sem a interferência das empresas neoliberais.
A Petrobras financiará a "capacitação de mão-de-obra" (tão em voga atualmente) injetando 200 milhões de reais na ONG Viva Lâmpada, pertencente a um deputado petista.
Enquanto isso, um grupo de cinqüenta militantes do PT, muitos pagos pelos cofres públicos (embora justiça seja feita, o partido não saiba a diferença entre o público e o privado), estará de prontidão para porrar qualquer jornalista da Veja, da Globo e da Folha, que desejar noticiar a lentidão da troca de uma simples lâmpada do gabinete do presidente.
A Carta Capital publicará uma reportagem afirmando que a queima da lâmpada é um complô da mídia e do PSDB para sabotar o governo.
Magda Sader escreverá um manifesto cheio de erros de português defendendo a lâmpada socialista, no que será seguido por Chico Buarque e Veríssimo que afirmarão que lâmpada boa mesmo é a cubana, apesar de nunca terem usado uma.
Helio Fernandes defenderá uma auditoria para se verificar quantas lâmpadas americanas foram compradas no Brasil desde a invenção da eletricidade, e colocará a culpa em George W. Bush.
O presidente da República não estará muito preocupado, pois estará inaugurando uma pinguela em San Juan del Carajo, em algum departamento obscuro da Bolívia, concluída com dinheiro do BNDES, e continuará seu discurso dizendo que "nunca antes neste país, se viu tanta mobilização do povo para se trocar uma simples lâmpada".
Concluirá dizendo que as elites o criticam por causa de uma lâmpada porque nunca sentiram na pele o que é viver numa casa de pau-a-pique sem energia elétrica, como foi o caso de nosso Grande Timoneiro.
Tarso Genro dirá que o país precisa garantir a governabilidade e a luminosidade da lâmpada. Marco Aurélio Garcia, depois de voltar pela sexta vez de Paris, onde estava descansando dos desatinos da elite brasileira, dirá que a "imprensa que cuide da imprensa, pois o PT trocará a lâmpada antes do fim do segundo mandato".
Para concluir, o presidente inaugurará uma agência de aluguel de carroças em Bela Cruz do Cariré, no alto Pindaíba, num distante estado brasileiro, e dirá que o país crescerá 118%.
Setores do Governo farão de tudo para essa previsão se concretizar. Afinal, com um crescimento desse tamanho haverá outro apagão e a questão da lâmpada não vai virar outra CPI no Congresso.
Monday, November 16, 2009
Oposição sem Rumo
Em um dos últimos posts, tratamos da atual situação da oposição, se é se pode chamar de oposição os partidos que temem colocar-se como anti-lula.
Hoje, 16/11/09, no Editorial do Estão, coincidentemente temos a mesma abordagem sobre a atual oposição.
Infelizmente, não bastará ficar esperando a eleição e contar com a popularidade do Serra - uma lembrança de uma campanha passada, de sua gestão como Ministro da Saúde, etc.
A queda de 4pp de Serra com a subida de 4pp da Dilma também foi tema de um dos últimos posts dete blog.
Não por acaso, as pré-candidaturas dos autênticos anti-Lula - pequenos partido - têm surpreendido nas pesquisas.
Bem, se a oposição não quer ser oposição, resta-me a manutenção deste blog - estou fazendo a minha parte - sou um anti-Lula e anti PT.
Hoje, 16/11/09, no Editorial do Estão, coincidentemente temos a mesma abordagem sobre a atual oposição.
Infelizmente, não bastará ficar esperando a eleição e contar com a popularidade do Serra - uma lembrança de uma campanha passada, de sua gestão como Ministro da Saúde, etc.
A queda de 4pp de Serra com a subida de 4pp da Dilma também foi tema de um dos últimos posts dete blog.
Não por acaso, as pré-candidaturas dos autênticos anti-Lula - pequenos partido - têm surpreendido nas pesquisas.
Bem, se a oposição não quer ser oposição, resta-me a manutenção deste blog - estou fazendo a minha parte - sou um anti-Lula e anti PT.
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